CETUR CNC investe num Plano de Trabalho para o Turismo nas Federações de 2021 a 2022

CETUR CNC investe num Plano de Trabalho para o Turismo nas Federações de 2021 a 2022

O Turismo é um dos setores da economia nacional mais prejudicados pela pandemia do novo coronavírus. Para avaliar o cenário e debater sobre as medidas de mitigação da crise, o Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) se reuniu de maneira remota em 17 de março. 

O Cetur/CNC reuniu os conselheiros representantes de Federações do Comércio (Fecomércio) de 23 estados, e recebeu convidados do Sebrae, da Caixa Econômica e do Ministério do Turismo para debater a situação atual do turismo nacional e apresentar propostas de linhas de crédito e projetos que podem auxiliar o setor no momento. 

O diretor do Departamento de Atração de Investimentos do Ministério do Turismo, João Daniel Ruettimann, apresentou contextos de taxas de ocupação negativas em hotéis e pousadas e empresários em período médio de 14 semanas sem faturamento. Ele afirmou que, para mitigar os prejuízos, o governo está acompanhando as políticas para o setor.

“Do ponto de vista da União, a preocupação é máxima. Nós temos acompanhado as políticas exitosas e as não exitosas em relação à pandemia. Vamos buscar soluções viáveis, que estejam ao nosso alcance, tudo o que for possível para auxiliar o trade da indústria do turismo, a gente vai pegar a bandeira e ir ao combate”, enfatizou. 

Entre os mecanismos de crédito às empresas foi debatido o Fundo Geral do Turismo (Fungetur) e apresentada a parceria com o programa Brasil Mais do Governo Federal, que está sendo implementado pelo Sebrae e visa aumentar a produtividade e competitividade das empresas, por meio de melhorias na gestão, nos processos e redução de  desperdícios. 

Políticas de crédito

Uma das políticas adotadas pelo governo federal para amenizar a crise no setor é a criação do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), que prevê crédito de R$ 5 bilhões para empréstimo a empresas com faturamento anual de, no mínimo, R$ 4,8 milhões. Outra medida é o empréstimo de até R$ 200 mil por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). 

Ao avaliar o acesso ao crédito, os empresários pontuaram que, neste momento, as exigências feitas para liberação da verba não condizem com a realidade das empresas. “As empresas estão endividadas com salários, ninguém liberou impostos, empréstimos; então, não existe como a empresa dar uma garantia ao banco, apresentar um histórico porque nós estamos há um ano sem faturamento”, explicou o diretor suplente da Federação do Comércio do Amazonas, Paulo Tadros. 

Os representantes dos outros estados endossaram a observação e acrescentaram que há uma falta de informação das redes bancárias sobre o empréstimo, enfatizando que muitos gerentes não possuem informações sobre os programas. Em resposta, o gerente de Clientes e Negócios da Caixa Econômica Federal, Leonardo Miguel Farinassi, comprometeu-se a reforçar as informações em todos os Estados.

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